GBL@user@2019 7 de fevereiro de 2019

Os corpos dos escaladores  Fabrício Amaral e do seu amigo Leandro Iannotta foram encontrados na Patagônia no monte La Silla, que antecede a subida do pico Fitz Roy, em um local de difícil acesso na Argentina. O resgate foi feito por terra. A dupla estava desaparecida desde o último dia 18, quando deveria retornar de uma escalada no Parque Nacional Los Glaciares, na Patagônia argentina.

Como na data prevista eles não retornaram, no dia seguinte, foi iniciada uma operação de resgate para tentar localizar os brasileiros, porém, a mesma teve que ser suspensa no dia 22, após um dos socorristas ter sofrido um grave acidente. Leandro e Fabrício tinham planejado usar uma rota conhecida como via Franco Argentina para escalar a montanha. A hipótese é que tenham sido pegos por uma tempestade.

Em seu perfil na rede social Instagram, Ianotta chegou a relatar que a primeira investida no local havia sido “incrível”, mas que, em razão do vento forte, eles tinham optado por descer e esperar uma “janela” para continuar a caminhada.

A irmã de Fabrício, Luciana Amaral, por meio das redes sociais, repassou as informações que recebeu do Consulado e agradeceu a todos que rezaram pelos alpinistas. De acordo com ela, a Justiça do país vizinho determinará os próximos passos e também informará de forma oficial sobre o local do acidente.

Os especialistas Edemilson Padilha e Luciano Fernandes classificaram a escalada do Fitz Roy como uma das mais complicadas no esporte. “O principal problema da Patagônia é o clima, pois as condições são sempre hostis. Além disso, a escalada é vertical em rocha, por isso você precisa ir sempre amarrado a um colega, para que um segure o outro em caso de queda”, explicou Padilha, que já encarou o desafio diversas vezes e até participou de resgates no local.

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